terça-feira, 30 de setembro de 2008

Uma dose grande de uma droga que a muito não sentia.
Uma enchurrada de saudade e um olá diferente que ele sempre soube dar.Era um dia horrível como nunca mais, a muito tempo, eu havia tido. O sol estava nervoso, ardio e mais insuportável que de costume. O céu estranho e cinzaTinha pego o ônibus desnecessário de todo dia após andar um pouco naquele calor amarelo que me fazia quase não conseguir abrir os olhos. Tinha gastado os costumeiros trinta minutos, antes de sair pra outra faculdade, conversando e reclamando das mesmas coisas que nos ultimos sete meses... Tinha saído correndo, mais uma vez atrasada, para nao perder a caronae novamente gastei todo o tempo da aula pensando em supérfulos sentimentos de culpa que sinto por estar gorda e tão queimada de sol assim.
Uma mais vez, não tive o ultimo horário e fiquei lamentando não ter ficado em casa, já que estar ou não ali , pouco diferia em minha mente: nada aprendia, nada ocorria, nada levava, só me cansava.
Fui, apressadamente passando pelos corredores que, deixando-me exposta ao sol e ao risco de enganchar o salto num sulco do reboco já gasto, parecia infinito. Cheguei a sala da minha mãe, sentei no computador. Impaciente, levantei e sentei na mesa uma vez ou mais, sem motivos. Liguei para alguém que não era quem bastava para fazer meu sorriso fluir. E, pelo contrário, o fez definhar e brandar palavrões e palavras de ódio, impaciência e indiferença.
Bufando um pouco, sentei-me denovo, afim de me acalmar na cadeira do computador e fui ler meu horóscopo diário, buscando uma razão, pelo menos nos astros para tanto mal humor e desperdício de suor raivoso. Vi então, que sobre o e-mail do site ego astral, havia também um e-mail com o título que mais vi na vida e sempre há-de permear minha lembrança "uhsUSHUhs". Era um e-mail saudoso, com duas imagens e poucas palavras. Exalava um ar de horas remoídas pela complexidade da distância. Exalava algo que em três anos, ou melhor, em sete anos de amizade, eu nunca senti ou tive a permição de conhecer: um sentimento de saudade recíproco, evocativo, verdadeiro, audaz.
E como fosse a primeira inflada ao peito, e todos os sentimentos juntos num só gesto, os pêlos todos do meu compacto e pequenino corpo arrepiaram-se gelando. O calor se foi, todo torpor, toda a energia soturna que me habitava foi-se num engasgo de choro que só dizia, chovendo para dentro, -"quanto esperei por isso, nunca ia de haver hora mais certa que essa para ouvi-lo mesmo escrito, calado."
E eu sorri. Meu dia valeu totalmente e todos os outros mais alguns. Acabara de receber uma mensagem de um antigo amor, nunca permuto, que parecia respirar agora, olhar para trás e dizer: "Olá! eu lembro de você as vezes. E tudo o que se passou ainda hei de guardar, porque foi-me importante". E eu sorri... E pela primeira vez respondi a algo com toda a certeza que nunca ousei ter num segundo tão rápido, sem pensar. "Sim! eu lembro e também sinto saudades!!"
...E como não? Eu só sorri.

Andei lendo um post de abril deste ano...

"O amor é um resultado de reações biopsicológicas no organismo em razão de elementos psíquicos investidos libidinalmente, é apenas uma exposição ínfima de um ser que tem lá os seus valores subjetivos! Eu, particularmente tenho minhas dúvidas sobre sua existência. Os momentos bons e completos existem, mas eles são ofuscados vezes por ânsias, dúvidas, inseguranças, que por ventura permeiam e [não muito por acaso] todo esse aglomerado de sinestesias no qual se expõem estranhamente os seres humanos.

(...)E vocês, quanto acreditam no amor?"

E sinceramente, paralisei totalmente. Não sei o que dizer. Se é que penso algo.

Quanto eu acredito... eu não sei!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

video

sábado, 20 de setembro de 2008

"Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Amar e esquecer, amar e malamar; amar, desamar, amar? Sempre e até de olhos vidrados, amar?"

(Carlos Drummond de Andrade, em Claro Enigma)


terça-feira, 16 de setembro de 2008

"...Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-lo julgado pelos atos, não pelas palavras. Ele me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."


Tanta coisa voltando hoje. Uns comprimentos inesperados de dois seres importantíssimos na minha história. E dizeres que sempre, sempre, sempre esperei. Não aqueles de poucas letras, mas umas palavras tão comoventes e confortantes quanto. Ouvi algo retornar hoje sem que eu precisasse produzir sons além da minha mente: Saudades!

Viagei a alguns planetas e voltei. E meu dia podre de convulsivas cóleras desmanchou-se como um algodão doce à boca sedenta de energia. E pela primeira vez respondi algo com certeza e sem gaguejar. Fui intrépida e fulgaz...

Precisava disso a muito tempo. Mas eu era tola demais para perceber que o que passou não vão mais voltar. E agora, caminhos diferentes, mãos dadas a outras pessoas, novas ópticas, novas metas, novos mundos, seguiremos levando apenas a saudade -e se lembrarmos, nada mais!

estou gritando por dentro. quero sumir daqui.
nessa cidade ninguém me interessa.
as poucas coisas que conseguem atrair são tão mínimas e substituíveis...
estou gritando por dentro e ninguém pode me ajudar.
uma eternidade de angústia no meu peito
uma vida inteira sendo assim.
sinto-me como a única não existente nesse mundo.
parece que estou num outro plano e ninguém entende meu vocabulário.
e eu falo de dor e ninguém compreende.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

custava quanto tentar agradar um pobre ser medíocre
que se faz presente tão eminente em seu coração?
custava tão caro a ponto de não haver possibilidade em razão,
ou pouco a ponto de ignorar por ser míope?

por quem sois, jamais terias mais que um punhado de admiração
tampouco mais que isso, serias digno de um toque
e insano o vento que trouxe-me-te de consorte.
não o fosse, jamais se quer exalarias um pingo de emoção...

vês então quão pouco nobre sois a deixar-me solta?
quanto mais livre permito-me brutalmente
livrar-me desses laços que tivemos anteriomente
por pura redenção, conformidade e vontade louca...

sejais portanto mais um prato
onde deleito, tiro sumo, sugo rimas e descarto após
por ter assim essa alma feminina, sádica e atroz
que busca apenas alguns prazeres e depois deixa.

então digais sem mais pudor ou pensais uma só vez.
custava mais que essa redenção
rimar um pouco só para ter-me um punhado do coração
ou é duro ao mesmo tempo equilibrar-se a ser coevo e cortez?

vejo a ti tão de cima, tão superior...
assim a ti e todos os de antes
e vês? não foram poucos amantes
que descartei e assim ei de seguir com o seguinte e seu posterior.

bastava-te apenas mais rimas nos lábrios, pobre pouco!
talvez até terias-me em mim um beijo dado.
mas por ser puro inocente de ingênuo trago
acomodou-se a submissão e a ouvir meus versos loucos...

morrerás como o zangão apaixonado e já inútil
se nem vontade própria, por querer servir-me, então nao tinha
como num doce trago de droga que definha
num sonho que repetirás, querendo, inutilmente, um beijo núbil.

domingo, 14 de setembro de 2008

"O quê? O que une os homens e as mulheres?
Homens e mulheres, seres que às vezes são até opostos?
O que os une?
Os românticos responderiam: o amor! O maravilhoso e sublime amor!
Ora, o amor! Sejamos francos, senhora e senhores, o amor não dura mais do que setenta dias ou trinta e duas cópulas, o que vier primeiro.
Depois vem o cotidiano, a monotonia, a rotina.
O tédio."
(Trecho extraído do livro "Pequeno Dicionário Amoroso")

Homens e porcos.
Mulheres e estrelas.
Tenho certeza que nunca conseguirei ser tão homofóbica quanto 'homenfóbica'. Gays não me enojam tanto. Nem mesmo aqueles que assumem um estado estranho de metamorfose sexual -mesmo apenas visualmente.
A raça masculina desde sempre me causou náuseas. Por mil e um aspectos que não tenho paciência de escrever nem vontade de relembrar. E quando penso que pode haver uma exceção, desisto em dois segundos...
Como disse ontem, não sou hetero, não sou homo, não sou bissexual.
Considero-me um ser assexuado pois não sinto atração por nada, por ninguém.
E algumas atitudes das pessoas realmente me enojam.
Outrora sou apenas indiferente aos seus atos...

E sim. Mudo de humor num piscar.
Se eu visse alguém hoje acho que mataria só com o olhar.

'Corra, corra, corra, corra, corra, corra, corra, corra,
Melhor você dormir o dia todo
E correr a noite toda
Guarde seus desejos sujos
Bem fundo
E se você sair com sua namorada
Esta noite
Melhor você estacionar o carro
Fora da vista
Porque se eles pegarem você no banco de trás
Tentando pegar no cabelo dela,
Eles te mandarão de volta à sua mamãe
Em uma caixa de papelão
Melhor você correr''

Run Like Hell - Kittie


E a nós, mulheres, cheias de sentimentos, pura fortaleza e sensibilidade, o que nos resta?
E a nós, mulheres indiferentes, extremas e repletas de brio e fulgor? E a nós frias, pensantes, autoritárias, eminentes...?


sábado, 13 de setembro de 2008


'Não posso lhe dizer o que estou pensando
porque estou pensando outra coisa...'

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"O primeiro sintoma da desilusão é o egoísmo. Você começa a não dar bola para as necessidades do outro. Começa a esquecer os compromissos… E mesmo se não esquece, faz de conta que não se lembrou. Você começa a só se interessar pelos seus próprios desejos e dane-se o resto. Agora, se chegou ao ponto em que está tudo um saco, a gente vai fazer o quê? Fingir que está gostando?"

Trecho do livro Pequeno Dicionário Amoroso

E quando a gente é sempre assim???

Hoje o dia está estranhamente propício a lembranças. Nuvens opacas, trovões com sol posto, clima abafado, vento quente e uma chuva que promete mas não desaba seu pranto. Um cd que me lembra alguém que nunca compartiu comigo de alguma forma essas melodias... Um ar de choro solto que se quer se viu, mas se ouve através da brisa que passa invisível, mas presente...
Um grito imenso aqui dentro, quieto, calado, reprimido... e eu pensando tolamente em alguém que se quer lembra que existo. E não há como manter-me sã. Não há como sentir-me completa... Não há como não reviver, no pensamento, os olhos mais enigmáticos que já ví.
Queria poder embutir em minhas palavras toda a emoção que sinto e também a música que é de fato fundo principal da época mais confusa que viví -quando houve em mim algo vivo, algo de explendor e podridão ao mesmo tempo: uma paixão.
Hoje não são mais que risos tristes nunca correspondidos. Nada há mais que olhares confusos para o passado e minha alma aqui perdida sem saber que impressão deixou ele levar consigo. E nunca haverá, em absoluta certeza, alguém que ocupe esse lugar melhor que ele. Não haverá quem seja mais canalha a ponto de viver anos ao meu lado e deixar a apenas um único abraço na lista e umas palavras grosseiras que mostravam quão pouco considerou-me mulher.
Horas passaram e já é uma outra óptica a minha sobre o ensurdecedor tom grave que vinha de sua boca, murmurando as palavras de forma a me deixar arrepiada por dentro e me perder nas minhas de forma a calar-me eternamente com medo de parecer boba ao retornar algo que nunca -por melhor que fosse- pareceria-me tão belo...
E tudo passa, tudo tomba, tudo muda e envelhece... Mas o que sinto, angustiadamente, melancolicamente, da pior forma nunca morre, nunca se vai. E só cresce. De forma desordenada, desritmada, desligada de medidas e cada vez mais bela e faceira. E eu só sinto a dor mais indizível e só lembro dos detalhes mais inexplicáveis. Eu só sinto o que faz parecer que foi bom toda o desespero que senti.
E é ridículo tudo isso.
Eu sei.

PLATONISMO DE MERDA!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


Tenho tantas idéias fluindo e só comecei um dos meus projetos ;x tenho algumas surpresinhas pros meus amigos. Quem dera uma camera agora pra registrar passo a passo da produção ^^ acho que eles vão gostar :D aiai.. o tudonumacoisasó me deixa total e tolamente inspirada!

''É preciso ter-se amores de um só dia e ressacas destrutivas daqueles pelos quais nos embebedamos com vontade e coragem de arriscar tudo num certo momento.

É preciso ter-se em quem chegar num domingo chuvoso ou durante uma grande alegria para compartir o colo e marcar juntos cegamente os corações.

Certamente é preciso ter os melhores pontos e postos para impormo-nos em histórias nossas, ter amigos vãos e vagos, sobriamente egoístas para saber valorizar os carinhos completos de verossimilhança de quem nos quer bem;

É preciso ter clichê e não saber de tudo para não perder a graça e não viver só de razão.

É preciso ser fiel e amar a todos, mas cada um de forma distinta, crer e ter ideologias próprias, saber levar o melhor do que se deixa e caminhar devagar para aproveitar a estrada e chegar da melhor maneira, ainda que tardio.''

''Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo...''



quinta-feira, 4 de setembro de 2008

clara de neve, maçãs e pequenos vícios ilícitos...

do que mais precisaria eu, se não de mais drogas lícitas, alternativas e virais? do que mais se não entupir minhas artérias da mais pura endorfina infortuna e fatal?
sobre mim maior dor pesada jaz, como inverno bruto sobre tudo sem dó...
ah! de mais quê se não deixar-me a mercê de trêmulas astes, dum mal desdenhoso que me tomaria arrogantemente, sem piedade, sem pudor, com maior vontade fetichista?
oh que fatais erros cometidos ão ainda acercar-me desde outras vidas?!
que deliciosos castigos ão mais de levar-me pedaços?
ando esperando ofegante, a pirar, entorpecida, febril por mais maçãs, por mais veneno, serotonina, masoquismo, solidão, sulcos provocados por amor dilacerante e aventureiro...
que mais? que mais além de maçãs cheias de pecados cor de púrpura e ópio rubro para me fazer morrer de prazer? que mais além de morrer por partes, mas nunca morrer?
PAGU- Jornalista, escritora, Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, foi uma das grandes vozes da vanguarda de seu tempo. Nascida em São João da Boa Vista (SP), onde se formou como professora, ela não tinha nada das meninas do interior. Pintava os lábios de roxo, usava decotes e roupas transparentes e fumava em público. Em 1950, foi candidata a deputada pelo Partido Socialista Brasileiro. Lançou também a Famosa Revista, em que criticava a esquerda nacional, o jornal A Vanguarda e criou o primeiro Suplemento Literário do Diário de São Paulo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

esse não amor todos, essa falta de intensidade e sobejo de tensão. essa falta de afago por quem quero, essa falta, essa falta...
eu sinto falta de... não sei dizer...
eu só sei que eu, como sempre, estou sendo uma tola por me conformar com quem me gosta demais sem total reciprocidade.
eu me sinto uma mentirosa! eu me sinto mais uma vez só. assim como ontem e todos os outros dias não fui nunca completa.
e nunca me encontrei -se quer a mim- para fazer-me companhia.
e sinto um descaso aqui. e sinto como se um vulcão adormecido fosse o meu peito e, sem previsão de explosão alguma, guardasse as larvas, os sentimentos, os segmentos e as lágrimas para amanhã ou depois -ou nunca mais...
e essas reticências, esse espaço, esse vácuo, essas estrelas... e essa boca que não mais rima, essa boca que mais nunca a ninguém estima, essa boca que não quer nada, essa boca que só serve pra ficar calada, essa boca que não quer toque, que não tem sede, que rende-se a nada e ao mesmo tempo só quer ser mais uma repetida boca apaixonada... esse não-sentir que GRITA em mimmm!
preciso de mais... não sei dizer...
preciso de... não sei sentir...
preciso...
preciso pedir ou derruir?!
eu grito por dentro e repito um silêncio imenso!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

NÃO AO ABATE DE ANIMAIS PARA A RETIRADA DE PELE!!

Meo, esse vídeo é um absurdo. Já o tinha visto a um tempo, ano passado, eu acho... a quem emociona fácil nem indico, pois é bem forte. Trata-se da retirada a pele de animais ainda vivos e mostra tudo. Realmente é foda, meo! Depois que arrancam a pele (dizem que é pra um corte mais limpo) as carcaças são jogadas em pilhas com seus corações batendo, o olhos piscando e as patas tremendo. Um horror!
Super acho que quem faz isso deve ter como pena ser tratado da mesma forma. Ser escarnificado, ser rasgado, furado de todo o jeito mais doloroso, pois o que eles fazem com esses animais além de injusto é grotesco, horrendo, sadista, baixo...
E quem usa essas peles devia ser primeiramente ter acesso a essas imagens para ter uma ampliada nas idéias e perceber que bonito mesmo é ver a pele no animal e não em seus ombros, pescoços, casacos ou acessórios. Depois, se continuassem achando lindo, deviam ser submetidos ao mesmo ato.
Sou totalmente contra o abatimento de animais para a retirada de pele, assim como tenho também dó do abate para alimentação, mas isso já é outra coisa e não vou me aprofundar (porque não sou contra a gastronomia carnívora, apenas um pouco ética comigo mesma ao escolher o que consumo).
Vejam então o filme, e pasmem! Há pessoas no mundo que têm coragem de fazer isso por dinheiro, e ainda quem pague para que façam isso por pura alma pequena!